Com uma programação distribuída por diferentes espaços de Jaraguá, o festival transforma o bairro em um grande circuito cultural, aproximando manifestações tradicionais do público e promovendo o encontro entre diferentes culturas. Coco de roda, guerreiro, pastoril, quadrilha junina, bumba meu boi, xaxado, siriri, samba, maracatu, pífano, música e dança estão entre as expressões que ocuparão os palcos durante o evento.
“Maceió vai receber artistas e grupos de várias partes do Brasil e do mundo, em um grande encontro que coloca a nossa cultura popular no centro da programação. Serão cinco dias para celebrar nossas raízes, valorizar nossos mestres e promover a troca entre diferentes povos e tradições. Tudo isso de forma gratuita, em Jaraguá, um bairro que carrega parte importante da história cultural da nossa cidade”, destacou o prefeito Rodrigo Cunha.
Para o presidente da FMAC, Myriel Neto, o festival representa um momento importante para fortalecer a cultura local e promover o intercâmbio entre artistas e grupos de diferentes territórios.
“Esse festival nasce com a missão de colocar Maceió no mapa dos grandes encontros culturais, mas, principalmente, de mostrar ao mundo a força e a riqueza da nossa cultura. Vamos receber grupos de outros estados e de outros países, mas quem estará no centro dessa celebração é a nossa cultura popular, nossos mestres, nossos grupos e nossos artistas. É um encontro para celebrar, trocar experiências e fazer de Jaraguá, mais uma vez, um grande território da cultura”, destacou Myriel.
Além de reunir manifestações culturais de diferentes partes do Brasil e do mundo, o Festival Internacional de Cultura de Maceió também presta homenagem a personalidades e fazedores da cultura maceioense, que dão nome aos polos espalhados pelo circuito.
Os espaços Arnaldo Ferjú, Benedito Mossoró, Fátima Menezes, Peró Batista, Mestre Geraldo, Cacá Diegues e José Acioli foram batizados em reconhecimento a trajetórias que fazem parte da história cultural de Maceió e contribuíram para a preservação, produção e difusão da cultura na cidade.
O Polo Mestre Geraldo, que recebe o palco principal do festival, presta homenagem ao mestre Polo Cacá Diegues, no Carambola Lab, serão realizadas oficinas de Chapéu de Guerreiro, com Mestra Vânia Oliveira; Bordado Livre, com Maria dos Prazeres; Dedolengos, com Mestra Adriana Chaluppe; e Leques de Maceió: Símbolos e Cores da Nossa Cultura, com Mestra Ana Tenório. Acesse aqui o link de inscrições.
No Polo José Acioli, na Tripinha, serão realizadas oficinas de música e dança com grupos do Pará, Croácia, México e Colômbia, ao longo da programação. As atividades são gratuitas. Acesse aqui o link de inscrições.
A programação também contempla a economia criativa. De 23 a 27, a Feirinha da Economia Criativa, no Polo Fátima Menezes, reunirá mais de 50 empreendedores locais do artesanato e da gastronomia. A iniciativa amplia a experiência do festival e cria um espaço para valorização e comercialização da produção de artistas, artesãos e empreendedores locais.
Ao todo, o festival contará com sete polos e diferentes pontos de programação em Jaraguá, com atividades distribuídas entre quarta-feira (23) e domingo (27). As atrações começam na tarde de quarta-feira, com oficina de música do Grupo Frutos do Pará, e seguem durante os cinco dias com apresentações culturais, cortejo, oficinas e atividades de economia criativa.
A iniciativa reforça a vocação de Jaraguá como território cultural de Maceió, promovendo o encontro entre artistas locais, grupos nacionais e atrações internacionais e colocando a cultura popular no centro da programação da cidade.
