No momento da redação deste artigo, os mercados de previsão apontam o senador Flávio Bolsonaro como favorito para vencer o segundo turno das eleições presidenciais do Brasil, em 25 de outubro. Mas, há apenas alguns meses, sua candidatura parecia estar indo por água abaixo. Em meados de maio, o senador de extrema direita se viu envolvido em um grande escândalo de corrupção após a publicação de mensagens vazadas que mostravam que ele havia solicitado cerca de 27 milhões de dólares a um ex-banqueiro, atualmente preso, que está no centro da maior fraude bancária da história do Brasil.
Os recursos — dos quais cerca de 12 milhões de dólares foram transferidos para uma conta no Texas ligada ao irmão do candidato, Eduardo — teriam sido destinados a ajudar a financiar uma cinebiografia hagiográfica sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que continua em prisão domiciliar por planejar um golpe para reverter as eleições de 2022 no Brasil. Logo após a divulgação do escândalo, os índices de popularidade de Flávio começaram a despencar. Ele precisava urgentemente mudar de assunto.
